A Capoeira é uma arte marcial nascida na época da escravidão no Brasil. Escravos eram trazidos da África para o Brasil para trabalharem nas plantações de açúcar, tabaco e café. Eles eram vendidos nos três principais portos do Brasil, na Bahia, Recife e Rio de Janeiro. Quando muitos escravos foram tomando conta da realidade, eles começaram a fugir. Os Portugueses nem desconfiavam que os Africanos desenvolveriam a arte marcial mais letal e antiga do Brasil. No Recife, depois de se rebelarem contra seus senhores, alguns escravos se juntaram, mataram todos os empregados brancos, queimaram as plantações e casas e se proclamaram livres. Esse grupo fugiu e se abrigou nas montanhas, para se esconder dos capitães-do-mato, lugar que eles chamaram de Palmares. Lá, eles fundarão uma comunidade Africana que durou cerca de um século.
A nova comunidade Africana nos Palmares era composta de diversas tribos Africanas, alguns brancos e índios. Essa mistura trouxe uma rica fusão cultural através da mistura das danças, religião, rituais e jogos, que deu luz as formas mais primárias da Capoeira. Quanto mais refugiados chegavam aos Palmares, mais os colonizadores Portugueses ficavam preocupados e mais escravos conheciam a futura arte marcial da Capoeira. Os moradores dos Palmares às vezes desciam das montanhas para fazer negócios no mercado ou, se utilizando de técnicas da Capoeira, saqueavam plantações e libertavam outros escravos. A diminuição do labor forçado causou um grande impacto na economia dos Portugueses. Para tornar as coisas ainda mais difíceis, eles se encontraram numa batalha cruzada entre dois inimigos quando os Holandeses invadiram o Brasil em 1630, do ponto de vista de que os moradores dos Palmares lutaram ao lado dos escravos.
Os refugiados continuaram a lutar mesmo depois que a Holanda venceu a guerra. Tentativas dos Holandeses de contra-atacar os insurgentes, enviando soldados bem experientes para os Palmares numa expedição, falharam, pois os Africanos haviam desenvolvido um sistema de luta que era chamado de “guerra da floresta” ou emboscada e a Capoeira era a chave nesses ataques repentinos. Com a Capoeira como sua arma principal e símbolo de liberdade, os Africanos foram capazes de causar danos significantes aos Holandeses com seus movimentos rápidos e traiçoeiros. Até quando a expedição do Holandeses foi bem sucedida, os escravos que eram levados de volta à plantação levavam consigo as habilidades que tinham na Capoeira para ensina-las aos outros. Nos domingos, o dia do descanso, os escravos praticavam Capoeira e adicionaram dança, música, canto e rituais para disfarçar o fato de que eles na verdade estavam praticando uma arte marcial mortal.
Nos próximos 25 anos, onze rebeliões nas colônias levaram a abolição da escravidão em 13 de Maio de 1888. Depois da abolição, alguns escravos estavam desempregados e acabaram como guarda costas dos políticos pelo seu conhecimento da Capoeira. Por volta de 1890, vários indivíduos de grande influencia na alta sociedade eram Capoeiristas, praticantes da Capoeira. Se sentindo ameaçado, o governo criou uma força especial para controlar essa situação e, quando isso falhou, um código penal rígido foi implementado para reprimir a arte. Mais tarde, uma leia ainda mais rígida foi implementada que dizia que qualquer pessoa que fosse conhecida como Capoeirista seria expatriado.
Para aplicar tais leis, um chefe de policia implacável, chamado Sampaio, foi nomeado. Sendo ele um excelente capoeirista, formou uma força especial treinada na arte da Capoeira. Contudo, os capoeiristas mostraram uma forte resistência e receberam suporte de pessoas de grande influencia que fez com que Sampaio falhasse em sua missão. Esse e outros eventos disjuntivos levaram a formação da milícia negra, em oposição ao presidente, que era composta exclusivamente de capoeiristas, que a policia não pode conter. Só ai, o Brasil entrou em guerra com o Paraguai e essa milícia negra foi enviada à linha de frente, se tornando heróis nacionais.
Em 1920, uma lei proibindo a Capoeira foi revogada e sua prática foi agora disfarçada como uma dança local, tornando-a mais aceitada pela sociedade. Os Capoeiristas escolhiam até três apelidos no seu ‘batismo’ para esconder sua real identidade da policia.
Em 1937, o presidente convidou o Mestre Bimba para mostra esta forma de arte na capital. O sucesso de sua apresentação fez com que ele ganhasse a permissão do governo para inaugurar a primeira escola de Capoeira do Brasil. Anos depois, um projeto de lei foi aprovado pelo senado que estabelecia a Capoeira como um esporte nacional. Hoje, a Capoeira tem suas raízes firmemente estabelecidas na cultura Brasileira e encontrou caminhos de se dissipar ao redor de todo mundo.

